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IV Seminário de Dramaturgia tem programação até este domingo, dia 19 Imprimir
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Escrito por Administrator   
Qui, 16 de Maio de 2013 17:18

Na quarta-feira, dia 15, ocorreu a abertura do VI Seminário de Dramaturgia Amazônida que homenageia, nesta edição, o poeta, ensaísta, dramaturgo, professor da UFPA João de Jesus Paes loureiro. Tendo como palco o Teatro Universitário Cláudio Barradas, o evento prosseguiu com duas palestras ao longo do seu primeiro dia de programação: a primeira ministrada pelo professor da Unama , Relivaldo de Oliveira sobre “João de Jesus Paes Loureiro e a Amazônia em cena” e a segunda, ministrada pelo próprio Paes Loureiro sobre “O teatro e o sonho”.


A professora doutora e organizadora do seminário, Bene Martins, abriu o evento relembrando que o homenageado desta edição fez parte de sua vida acadêmica. “Queria agradecer ao professor por ter aceitado este convite. Não tenho vergonha de dizer que há 20 anos Paes Loureiro foi meu professor e eu jamais imaginaria que estaríamos aqui fazendo esta homenagem a ele”, afirmou a professora.

O IV Seminário de Dramaturgia Amazônia surgiu devido ao projeto de pesquisa "Memórias da dramaturgia amazônida: construção de acervo dramatúrgico", coordenado pela prof. Bene, que tem como objetivo tornar de conhecimento público a dramaturgia produzida na Amazônia. O evento, que em edições anteriores homenageou Nazareno Tourinho (2010), Ramon Stergmann (2011) e Levi Hall de Moura (2012), este ano tem como homenageado Paes Loureiro e a prof. Bene explica esta homenagem. “E quando os repórteres me perguntavam ‘Por que Paes Loureiro o homenageado escolhido?’, eu dizia que era porque ele é nosso poeta, da Amazônia e do Brasil, o nosso mestre, o nosso colaborador (da UFPA). Gostamos muito do que ele escreve, enfim, já estava mais que na hora dele ser homenageado”, afirma. Após sua fala de abertura a professora diz que há uma surpresa para o homenageado, então, vão ao palco o prof. Leonardo Coellho de Souza (piano) e Dione Colares (voz) que interpretaram músicas de Waldemar Henrique e de Altino Pimenta, que lembravam esse cenário natural e poético da Amazônia.

A programação continua até o este domingo, 19.

Dia 16 – Haverá as palestras “A dramaturgia amazônica na pré-hiléia, uma transversalidade das narrativas dramáticas nordestinas” (18h30), “A tradição teatral do Amazonas” (19h20) e “Homem do barranco: Mito e teatralidade na comunidade ribeirinha” (20h10), ministradas pelos prof. Tácito Borralho (Universidade Federal do Maranhão), pelo dramaturgo Márcio Souza (Grupo TESC-AM) e pelo dramaturgo Carlos Roberto Ferreira (Mato Grosso), respectivamente.

Dia 17 – O ciclo de palestras se inicia às 18h30 e termina após às 21h. Acesse os detalhes aqui.

Dia 18 – Haverá, às 18h30, a peça teatral “Isabel do Brasil, de Maria José Silveira (Tesc – Teatro Experimental do Sesc – Amazonas), com direção de Márcio Souza, na qual uma atriz é escolhida para encarnar a Princesa Isabel. Preocupada ela tenta convencer o diretor de que não é adequada ao papel, já que é negra e jovem, como poderia fazer uma mulher branca e idosa. O diretor diz que se ela for mesmo uma atriz será capaz de criar a Princesa. Enquanto a atriz se debate para criar o papel, a vida daquela que foi a mulher mais poderosa da Américas no século XIX desenrola-se no palco, mostrando as contradições de uma jovem culta, formada para exercer o poder numa sociedade patriarcal ao mesmo tempo que o seus destino liga-se à Casa de Bragança, aos Bourbons e ao cerne do poder mundial da época.

Isabel viveu num mundo que começou a ruir no Brasil com a libertação dos escravos e que termina de forma trágica com a Primeira Guerra Mundial. No entanto, mesmo pagando caro pelo ato de assinar a Lei Aurea, Isabel diria mais tarde: “Valeu a pena perder o trono por isso”.

Às 20h, começará a peça o “Fiscal Federal, de Márcio Souza, com adaptação livre da peça “O Inspetor Geral” de Nicolai Gogol, que narra a história de quando autoridades da cidade de Quati, no rio Solimões, recebem a notícia de que um fiscal do Tribunal de Contas da União vai chegar para investigar várias denúncias de corrupção no município. Alarmado, o prefeito mobiliza sua equipe para evitar o iminente desastre. Julgando que o hóspede de um hotel da cidade é o fiscal que provavelmente chegou incógnito, dedicam-se a toda sorte de mimos, subornos e outros expedientes de seu arsenal de corrupção.

Ficha técnica –

TESC – TEATRO EXPERIMENTAL DO SESC DO AMAZONAS:

ISABEL DO BRASIL, de Maria José Silveira.

Com Carla Menezes

Iluminação de Dimas Mendonça – Coordenação de palco de Robson Ney Costa

Produção de Robson Medina

Direção de Márcio Souza

Duração: 55 minutos


O FISCAL FEDERAL, de Márcio Souza, adaptação livre da peça “O Inspetor Geral”. De Nicolai Gogol.

Com Daniely Peinado, Carla Menezes, Robson Ney Costa, Dimas Mendonça e Emerson Nascimento.

Iluminação de Sidney Fernandes.

Produção executiva de Robson Medina.

Direção de Márcio Souza

Duração: 90 minutos.

Dia 19 – Às 18h30, iniciará a peça “Lindanor nas estradas do tempo-foi”, dirigida por Luciana porto e Denis Bezerra, conta a história de como Lindanor, assim como Orfeu, mergulha aos mistérios da criação e traz ao plano poético a representação da vida, com todos os seus componentes. No entanto, ao serem incorporados à narrativa realizam uma mistura entre realidade e ficção.

Ficha técnica:

Atores: Yeyé Porto, Luciana Porto, Juliana Porto, Leocir Medeiros e Paulo Porto

Cenografia: Néder Charone

Iluminação: Roberta Proença

Sonoplastia: Paulo Porto e Leocir Medeiros

Direção: Luciana Porto e Denis Bezerra

A programação do Seminário de Dramaturgia Amazônida acontece no Teatro Universitário Cláudio Barradas, localizado na Jerônimo Pimentel esquina com D. Romualdo de Seixas,  e encerra-se neste domingo (19).


 

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