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UFPA lança calendário 2015 com homenagem aos 30 anos do MUFPA Imprimir
Escrito por Administrator   
Qua, 21 de Janeiro de 2015 09:49

A abertura da exposição Tempo em Recortes e o lançamento do Calendário 2015 da Universidade Federal do Pará (UFPA), uma parceria do Museu (MUFPA) e da Editora da UFPA, foi um sucesso de público. A forte e ininterrupta chuva da tarde e da noite desta segunda-feira, 19 de janeiro, não espantou os visitantes, entre os quais, docentes e discentes da UFPA, servidores técnico-administrativos, entre outros convidados e familiares dos artistas em exposição. Quem compareceu à cerimônia ainda pôde levar para casa um exemplar do calendário que reproduz as doze obras expostas na Galeria do Museu e um pôster com a tela principal da mostra, o óleo sobre tela Belém do Pará, com o mais antigo registro da cidade, datado de 1868, do italiano Joseph León Righini. A exposição permanece em cartaz, no MUFPA, até o dia 28 de fevereiro.

 

 

A cerimônia contou com a presença do reitor Carlos Maneschy; da curadora da exposição e diretora do Museu da UFPA, Jussara Derenji; da diretora da Editora da UFPA, Simone Neno; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPA (Propesp), Emmanuel Tourinho; do pró-reitor de Relações Internacionais (Prointer), Flávio Nassar; do pró-reitor de Administração da UFPA (Proad), Edson Ortiz; de Vilma Figueiredo, representando o pró-reitor de Extensão da UFPA, Fernando Arthur Neves (Proex); do presidente do Conselho da Editora da UFPA, José Carlos Cunha; de Maria Ataide Malcher, membro do Conselho da Editora da UFPA; e da coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras, Germana Sales. Representando a Associação dos Amigos do Museu da UFPA (AAMUFPA), estiveram presentes Habib Fraiha Neto, presidente; José Maria Neves, vice-presidente; José Júlio Lima, tesoureiro e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPA; José Augusto Potiguar, ex-presidente; Lutfala Bitar, ex-vice-presidente; além do professor João Carlos Pereira, membro do Conselho Estadual de Cultura.

 

A diretora da Editora da UFPA, Simone Neno, afirmou que fazer do Museu o tema do calendário foi uma maneira de homenageá-lo pelos 30 anos de funcionamento e, ao mesmo tempo, de chamar atenção para o valor do acervo mantido sob a sua guarda, que traz, em destaque, a obra de Righini, considerado o maior paisagista da Amazônia do século XIX: “Por quase duas semanas consecutivas, parte da equipe da ed.ufpa aportou no MUFPA. Em algumas circunstâncias, esse tempo de dedicação ao projeto do calendário, que se iniciava cedo, pela manhã, avançou pela noite, em um feliz estreitamento de laços entre dois órgãos suplementares da UFPA e parceiros em projetos de interesse da Instituição”. A diretora lembrou que “a produção do calendário UFPA 2015 e do pôster da tela de Righini devem-se, primeiramente, e de maneira decisiva, à sensibilidade do reitor Carlos Maneschy, que se dedicou, como tem sido usual em todos os projetos da Editora, a oferecer as condições necessárias para o trabalho, tendo acompanhado de perto todas as etapas de sua execução. A ele, agradecemos também a realização deste evento conjunto.”

 

A diretora afirmou, ainda, ser a ação um ponto de partida aos tributos pelos 400 anos de Belém, a serem comemorados em 2016, e disse esperar um estreitamento de laços cada vez maior com o Museu da UFPA, a fim de tornar a arte cada vez mais presente no dia a dia da Universidade e na vida da comunidade acadêmica.

 

Importância do acervo - A professora Jussara Derenji, diretora do MUFPA e curadora da exposição, continuou a destacar a parceria com a Editora e disse que todo o trabalho de seleção das obras para compor a exposição e o calendário foi feito em comum acordo pelas duas unidades, tendo sido escolhidas as obras mais representativas do Museu, todas com significados muito especiais. A obra de Righini, por exemplo, homenageia a cidade de Belém no mês de seu aniversário e demonstra a riqueza do acervo da Instituição, uma vez que é a tela mais antiga sobre Belém exposta em museu brasileiro. A curadora destacou, ainda, a exposição da escultura La Sirène, s/d, em bronze, de Denys Puech, que também é o símbolo do Museu da UFPA, e a tela Heróis do Rio Formoso, 1939-1940, de Theodoro Braga, que precisou passar por minucioso restauro antes de compor a mostra; além destas, estão em exposição os retratos de duas das mais importantes figuras femininas da Belém dos anos 20 e 30: Retrato Feminino, 1918, de Antonieta Santos Feio, e Maria Antonieta Lassance Pinto, 1952, de João Pinto.

 

Há na exposição trabalhos de Armando Balloni, Augusto Morbach, Benedicto Mello, Carmen Sousa, Manoel Pastana, Ruy Meira e Valdir Sarubbi, todos do acervo do MUFPA. Jussara Derenji afirma que apenas três dessas obras foram adquiridas por meio de compra pela UFPA e as outras foram doações feitas por seus autores e por familiares, muitos dos quais integrantes da comunidade acadêmica como professores ou alunos. “A exposição demonstra a importância dada pela Universidade à arte e à formação do acervo da instituição ao longo dos 30 anos de funcionamento do Museu”, ressaltou a diretora. Jussara Derenji também antecipou que, como outro momento das comemorações pelos 30 anos do Museu, haverá novamente uma proposta de parceria do MUFPA com a Editora para o lançamento do livro Artista Professor, que destaca a importância do papel da Universidade no desenvolvimento das artes e na formação desses professores, os quais são os grandes precursores das artes paraenses nos anos 80.

 

Papel da UFPA - O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, agradeceu à equipe do Museu da UFPA todo o trabalho da exposição e à Editora da UFPA a idealização do calendário comemorativo aos 30 anos do Museu e a parceria na elaboração da exposição. Em seu pronunciamento, o reitor dedicou uma saudação especial a alguns familiares de artistas expostos na mostra, presentes à cerimônia. “A Universidade agradece a doação dos trabalhos, a presença de seus familiares e o talento desses artistas”, afirmou. E continuou destacando a singularidade da cerimônia, por esta refletir um momento importante para a Instituição: “o instante em que a Universidade se despe do seu formalismo acadêmico para trazer coisas concretas, reais, palpáveis e absolutamente dignas de serem apreciadas, tocadas e sentidas pela comunidade, na sua verdadeira origem”, disse.

 

“Mas, ainda que se despindo de formalismo, mesmo nesse momento, essa ação não se dissocia do aspecto da formação, pois este espaço é, também, um espaço importante de formação em todas as áreas, especialmente, nas áreas da Arte e da Cultura. Essa exposição reúne questões de memória, preservação histórica e , mais do que tudo, abre a Universidade naquilo que ela representa de mais importante para a Arte e a Cultura no Estado”, complementou Maneschy.

 

Ajuda bem-vinda - No que se refere à composição do acervo do MUFPA, Habib Fraiha, presidente da Associação dos Amigos do Museu da UFPA, destacou a importância do trabalho desenvolvido pela AAMUFPA para a Instituição em razão da limitação do Museu como pessoa jurídica, o qual não pode adquirir peças para seu acervo, apenas por meio da Associação. “A peça Paisagem Urbana, 1960, de Armando Balloni, por exemplo, que está em exposição, teve sua compra mediada pela Associação. Antigamente, os reitores compravam as obras, como Heróis do Rio Formoso, adquirida na gestão de Aluísio Chaves, e algumas outras. Mas, hoje, a burocracia, do ponto de vista do serviço público, complicou muito a aquisição de obras, fazendo da existência da Associação absolutamente indispensável para um museu que deseja continuar adquirindo peças para o seu acervo”, explicou.

 

De acordo com o amigo do Museu, esta exposição é a primeira que reúne conjuntamente as peças mais importantes do acervo da Instituição. “Venho acompanhando isso desde o início da história do Museu. Fui eu quem primeiro expôs aqui, um acervo relativo ao cientista paraense Gaspar Viana, no ano do centenário de seu nascimento, em 1985. E, desde então, é a primeira vez que eu vejo esse acervo todo reunido: de uma importância extraordinária”, revelou Fraiha.

 

Riqueza de detalhes - Habib Fraiha assim como a maioria dos presentes destacaram a obra de Righini e a sua riqueza de detalhes como a mais importante da mostra. Para ser transformada em pôster, a tela foi fotografada por Patrick Pardini, o fotógrafo do Museu, em quatro setores, a fim de assegurar a qualidade da reprodução. Então, na tela, é possível ver pessoas no convés de uma embarcação, provavelmente um vapor inglês, e um porto, com outras embarcações e mais pessoas na praia, e todos esses detalhes são vistos nitidamente na reprodução. Como esta, Righini produziu, no mínimo, três telas com paisagens sobre Belém, que se espalharam pelo Brasil.

 

O empreendedor social João Meireles, visitante da exposição, afirmou ser muito importante poder apreciar a obra de Righini, em Belém, assim, tão de perto. “A maior parte da obra dele, hoje, está fora do Estado, quando sabemos que Belém e São Luiz são as cidades que ele mais bem retratou, então, é uma grande felicidade vê-lo exposto aqui”, disse. Já a servidora Wilma Figueiredo ficou muito feliz em poder levar a reprodução da tela para casa: “é um dos mais belos quadros da exposição, sem dúvida nenhuma”. Para ela, as obras da exposição foram muito bem selecionadas e o calendário, que as reproduz, será uma lembrança da mostra para o ano inteiro. Quem não esteve na cerimônia ainda pode adquirir o calendário e o pôster da tela Belém do Grão Pará, à venda na Livraria da Editora da UFPA, no Campus Básico, ao lado do Restaurante Universitário, entrada pelo portão principal.

 

>> Serviço

Exposição Tempo em Recortes

Data: de 19 de janeiro a 28 de fevereiro de 2015

Horário: Terça a Sexta, das 9h às 17h; no sábado e domingo, das 10h às 14h.

Local: Museu da Universidade Federal do Pará (Av. Governador José Malcher, 1192, Nazaré).

Entrada Franca.

Mais informações: (55) 91 32017994 | 3224-0871 | 3242-8340.

 

 

Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA.

Fotos: Alexandre Moraes

Fonte: Portal UFPA

 

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