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Administração de antibióticos via inalação é tema de conferência internacional na UFPA Imprimir
Escrito por Administrator   
Sex, 18 de Maio de 2018 08:19

O professor Paolo Colombo, da Universidade de Parma, ministrou a conferência “Inalador de pó-seco antimicrobiano: partículas, pó e dispositivo para controlar a liberação de alta dose” (Antimicrobial Dry Powder Inhaler: particles, powder and device to manage the high dose delivery). O evento, ocorrido no dia 11 de maio,  integra as programações da Jornada de Cooperação Internacional UFPA. A conferência ocorreu no Auditório do Prédio de Pós-Graduação do Instituto de Tecnologia (PGITEC), com transmissão ao vivo pelo site da Propesp.

O professor tratou sobre a administração de antibióticos ao pulmão via inalação utilizando inaladores de pó-seco. Ele abriu a conferência enfatizando que esse tipo de recurso não tem como objetivo maior o tratamento de infecções, e sim a prevenção. Destacou, ainda, que produtos de inalação são produtos combinados, nesse caso, da fórmula e de um aparelho. Isso significa que não é apenas um ou outro que são importantes no tratamento, mas, sim, os dois trabalhando juntos.

A conferência voltou-se para a discussão dos três elementos que compõem esse tipo de administração de medicamentos: a partícula, o pó-seco e o dispositivo para inalação. Para iniciar, foram discutidos os métodos para construção de partículas inaláveis de medicação, como a quebra das partículas do princípio ativo para tamanhos passíveis de inalação e a construção de partículas a partir das características necessárias para a inalação, o que, para o professor, é uma solução mais interessante. Nesse sentido, Paolo Colombo abordou as características da partícula, tais como volume, densidade, tamanho, formato, diâmetro aerodinâmico, entre outras; as formas de administração, entre elas, a aerossolização; e as técnicas para construção dessas partículas, como o spray drying.

Em seguida, o professor também mencionou as características necessárias ao pó-seco. As partículas de seus princípios ativos precisam ser pequenas o suficiente para aerossolização e deposição, e, ao mesmo tempo, grandes o suficiente para mensuração. Para isso, o professor indica como algumas soluções o uso de cápsulas e a mistura de partículas menores e maiores na fórmula, de maneira que as menores se depositem na superfície das maiores.

O professor Paolo Colombo também comentou a respeito dos dispositivos utilizados para inalação de pó-seco. Ele demonstrou a utilização de um equipamento descartável para inalação e citou outros aparelhos mais comuns. Mencionou, ainda, o RS01, aparelho capaz de liberar altas doses de medicamentos de forma gradativa, por meio de um movimento de centrifugação da cápsula, minimizando os riscos ao paciente.

Para finalizar, foram apresentados alguns estudos realizados para traçar perfis de inalação a partir de voluntários, em que é medida a quantidade de ar inspirado, e com ela, a dosagem de medicamento que é inalada, demonstrando a importância, nesse tipo de tratamento, do volume de ar inalado em detrimento dos picos de extração.

Sobre o conferencista - Paolo Colombo é professor emérito da Faculdade de Farmácia da Universidade de Parma, na Itália. Suas pesquisas são voltadas às áreas da Biofarmácia e Tecnologia Farmacêutica, com ênfase nos Sistemas de Liberação de Fármacos. Autor de centenas de artigos científicos e de várias patentes de novas tecnologias aplicadas à Farmácia, o professor Paolo já recebeu diversos prêmios e condecorações, como o Prêmio Maurice-Marie Janot das Ciências Farmacêuticas em 2004 e o Prêmio IPEC Ralph Shangraw em 2014, além do título de Doutor Honoris Causa em Farmácia, em 2010, pela Universidade de Atenas (Grécia).

Parcerias com a UFPA - A professora Roseane Ribeiro, coordenadora local do Programa de Pós-Graduação em Inovação Farmacêutica (PPGIF), Programa em rede que recebe o professor Paolo Colombo na UFPA para uma agenda de trabalho, reitera a relevância da visita do pesquisador para a Universidade e para o PPGIF. “Ele trabalha diretamente com empresas, ele teve alunos que desenvolveram junto com ele startups, ou seja, ele é um professor-pesquisador de nome na área da tecnologia farmacêutica. Hoje, é mais válido que o professor estrangeiro, principalmente com essa expertise, venha para cá, porque a gente amplia o leque de conhecimentos, e faz com que os nossos colegas de Programa também se aproximem, criem um vínculo.”

Para a professora, a parceria do PPGIF com o professor Paolo Colombo, que já conta com três projetos de cooperação internacional envolvendo a Universidade de Parma, reforça esses laços: “Nós já temos três alunos do Programa que estão na Universidade de Parma e já sairão de lá com o diploma de doutorado duplo, pela UFPA e pela Universidade italiana. Mas a nossa intenção é sempre ampliar, porque é isso que buscamos: formar nossos alunos com qualidade”, aponta.

A conferência foi realizada no âmbito da Jornada de Cooperação Internacional UFPA, uma iniciativa da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) com o objetivo de ampliar as oportunidades de internacionalização da Universidade ao trazer professores e pesquisadores de referência em suas áreas de atuação para missões de cooperação com grupos de pesquisa e programas de pós-graduação da UFPA.

Texto e fotos: Divulgação Prointer

 

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