Ecos do Xingu: Memória, Terra e Ancestralidade — Entre tramas e fazeres, a força dos povos Juruna e Arara da Volta Grande do Xingu
O Instituto de Ciências da Arte celebra com muito orgulho a exposição "Ecos do Xingu: Memória, Terra e Ancestralidade — Entre tramas e fazeres, a força dos povos Juruna e Arara da Volta Grande do Xingu", com fotografias de Walda Marques e Curadoria de professora do curso de Museologia, da Faculdade de Artes Visuais, Ida Hamoy.




Fotografias de Walda Marques | Curadoria de Ida Hamoy






Fotos: Equipe de mediação
A exposição Ecos do Xingu: Memória, Terra e Ancestralidade apresenta ao público uma imersão sensível no universo dos povos Juruna e Arara da Volta Grande do Xingu, no coração da Amazônia paraense. A mostra reúne fotografias da artista Walda Marques, que, com olhar poético e profundo, revela a presença ancestral inscrita em corpos, gestos, lugares e objetos.
As imagens extrapolam o registro documental: são narrativas visuais que expressam a força de mulheres e homens das etnias Juruna e Arara, e suas ligações vitais com o território e a sabedoria transmitida pelos rios e pela terra. A exposição convida o visitante a mergulhar em uma experiência estética e emocional, onde o tempo se dilui e a ancestralidade se manifesta em cada cor, textura e olhar.
Resultado de uma imersão fotográfica realizada pela fotógrafa e pela curadora, a mostra integrou o Projeto Design e Artesanato dos Povos Arara e Juruna — desenvolvido pela Norte Energia no âmbito do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena da Usina Hidrelétrica Belo Monte, sob execução, à época, da empresa VERTHIC Consultoria e Participações Ltda. A iniciativa envolveu as aldeias Paquiçamba, Mïratu, Pupekuri, Jaguar, Iya-Pukaka, Lakariká, Boa Vista (etnia Juruna) e Guary Duan, Itkoun, Terrawangã e Maricá (etnia Arara).
O projeto teve impacto direto na revitalização das línguas indígenas, na produção artesanal com miçangas e grafismos próprios das etnias e na criação de produtos voltados à inserção no mercado nacional e internacional.
Além da experiência presencial, Ecos do Xingu propõe um diálogo contemporâneo: ao lado de cada obra, QR Codes conectam o público aos perfis dos artistas e artesãos indígenas, fortalecendo a visibilidade e a economia criativa das comunidades que seguem ativas, produtivas e conectadas. A exposição tem apoio da Norte Energia e do Governo do Pará por meio da FCP e da SECULT, e está em exibição em duas partes — uma na Green Zone, no coração da COP 30 até de 21/11, e outra na Casa das Artes, ao lado da Basílica de Nazaré, até dia 26/11, ampliando os espaços de fruição e de encontro com as múltiplas vozes que integram o projeto.
Mais do que contemplar imagens, o visitante é convidado a sentir o tempo do Xingu — um tempo de águas, de memórias e de resistência. Em sintonia com o pulsar da Amazônia, a exposição reafirma a força vital dos povos que nela habitam e a urgência de escutar seus saberes, suas vozes e seus rios, hoje mais do que nunca sob o olhar do mundo.
Serviço
Exposição: Ecos do Xingu: Memória, Terra e Ancestralidade — Entre tramas e fazeres, a força dos povos Juruna e Arara da Volta Grande Xingu
Local: Parque da Cidade, Escola de Economia Criativa - Pavilhão Pará (Green Zone)
De 10 a 21 de novembro de 2025
Horário: 09h às 20h
Local: Casa das Artes - Galeria Rui Meira
DomAlberto Gaudêncio Ramos, 236 - ao lado da Basílica de Nazaré
Abertura: 11 de novembro de 2025 – 19h
Visitação: 12 a 26 de novembro de 2025 Horário: 10h às 17h
Produção e equipe técnica
Coordenação Geral Idanise Hamoy
Texto Curatorial Idanise Hamoy
Montagem Ugo Marques | Walda Marques
Design Expográfico e Gráfico Giulia Motta | Idanise Hamoy | Roseane Norat | Samuel Franco Tradução João Antônio Lima
Mediadores Alessandra Barros | Ana Karoline Marques | Ligia Marigliani | Margarete Correa | Michelle Gomes | Nhapará Juruna |
Ynara Afonso
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